Várias eram as suas utilidades: os índios o usavam na
produção de seus arcos e flechas e na pintura de enfeites, antes mesmo dos
portugueses aqui chegarem. Porém a famosa brasileína – essência corante
extraída da madeira, utilizada no tingimento de tecidos e na produção de tintas
para desenho e pintura – era o que poderia render lucros à Coroa. Portugal.
A exploração
A exploração da árvore do pau brasil veio a ser a primeira
atividade econômica empreendida pelos portugueses em território brasileiro. Sua
extração foi fácil pois o pau brasil estava localizado em florestas no litoral e havia um intercâmbio permanente com os índios, que talhavam e
conduziam as toras em troca de mercadorias européias banais, tais como facões,
machados, espelhos, panos, entre outras coisas.
O pau brasil só poderia ser retirado de nossas matas se houvesse
uma autorização da Coroa Portuguesa e o acerto das taxas era estipulado por
esta. O primeiro a usufruir dessa concessão, em 1501, foi Fernando de Noronha,
o qual tinha como sócios vários comerciantes judeus, porém, em troca desta
permissão, tinham por obrigação enviar embarcações à nova terra, encontrar pelo
menos trezentas léguas de costa, pagar uma quantia pré -estipulada à Coroa e
também edificar e conservar as fortificações, mantendo assim a segurança do
novo território tão almejado pelos invasores. Era proibido aos colonos explorar ou queimar a madeira corante. No ano de 1530, em alguns locais litorâneos, o pau-brasil já era insuficiente, apesar do Brasil ter mantido a exportação da madeira até o início do século XIX. A exploração era tosca, destruindo boa parte de nossas florestas.
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